segunda-feira, 4 de abril de 2016

Cabelo Ruim Não Existe!


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Sulma Arzu-Brown queria inspirar confiança e autoestima em suas duas filhas pequenas, mas enfrentou um obstáculo na forma de duas palavras simples, mas prejudiciais: “pelo malo” (cabelo ruim, em espanhol).
A escritora, residente no bairro do Bronx, em Nova York, nascida em Honduras e descendente do grupo étnico Garífuna, teve uma discussão quando sua filha de 3 anos, Bell Victoria, estava fazendo escova e a babá disse “pelo malo”, sugerindo que Arzu-Brown utilizasse produtos químicos no cabelo da filha.
Arzu-Brown disse a ela que “cabelo ruim não existe” e pediu que a babá não usasse o termo em frente à sua filha “ou a qualquer criança em relação a esse assunto”.
Ao respeitosamente corrigir a linguagem de sua babá, Arzu-Brow se sentiu inspirada a adotar seu novo mantra e transformá-lo em um livro de ilustrações bilíngue (em inglês e espanhol) com o mesmo nome.
O objetivo de Bad Hair Does Not Exist!/¡Pelo Malo No Existe! (Cabelo Ruim Não Existe!) era simples: destacar as várias belas formas que existem de cabelo de pessoas negras e dissipar o mito de que o cabelo crespo em seu estado natural não é bom o suficiente.
Com vibrantes ilustrações da artista Isidra Sabio, o livro destaca a diversidade na beleza do cabelo de pessoas negras, como cachos, tranças e torções. O livro é focado na comunidade negra e latina, onde o estigma sobre o cabelo dos negros e o preconceito de cor se manifesta de maneiras complexas.
Como Arzu-Brown explicou ao The Huffington Post por e-mail: “Em Honduras… temos frases horríveis como ‘mejorando la raza’ (melhorando a raça) quando casamos com alguém de pele mais clara, com olhos das cores do céu ou do oceano. Como se nós, latinos, não fôssemos bons o suficiente para nós mesmos com nossa pele multicolorida e diferentes tipos de cabelo.
Temos uma infinidade de características dentro de nossa comunidade que nos distinguem como uma cultura vibrante — é muito melhor quando podemos apreciar todos os nossos sabores já valorizados por outras pessoas.”
Parece que esta mensagem para a apreciação de todas as formas da beleza latina tem o potencial de ir além do livro. Arzu-Brown está atualmente desenvolvendo um aplicativo para acompanhar a publicação, em parceria com a organização StartUp Box. Arzu-Brown parece determinada que sua mensagem toque mais vidas.
“Parece um livro infantil, no entanto, a mensagem é madura”, a autora escreveu em seu site. “Seu público-alvo vai da idade da compreensão até a idade adulta.”
Por Huffingpost Brasil. Visto no Blog: http://blog.leiturinha.com.br/. EMT - Divulgação

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