quarta-feira, 17 de agosto de 2016

O Papel do Pai - Por Rosângela Silva - Revista Dávila

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A família tradicional cujo papel do pai era prover, proteger, sustentar, punir e dar segurança, da mãe educar e ensinar e o dos filhos  aprender e incorporar as regras ensinadas há muito vem se modificando.
Boa parte das crianças e jovens hoje vive com apenas um dos pais, na maioria das vezes só com a mãe.
Na nova concepção familiar, todos têm que se adaptar e adequar para cumprir os novos papéis e desafios que se instalam. Pontos positivos e negativos desfilam entre todos que têm que se remodelar para atender às novas exigências e expectativas da sociedade.
Nessa nova formatação familiar, muitas mudanças ocorreram. A mãe, antes responsável pela organização doméstica e rainha da afetividade e aconchego teve que partir para o mercado de trabalho e esse papel ficou delegado às empregadas, avós e até para os professores. O pai, em muitos casos, transformou-se numa figura ainda mais ausente, pouco participativo na formação de seus filhos, devido às inúmeras exigências oriundas do trabalho. Outros passaram a dividir com a mãe tarefas ligadas aos filhos que antes eram só do universo feminino: dar banhos, alimentar, frequentar reuniões escolares, auxiliar nos lições de casa e estudos.
Só o que ainda não mudou é o papel fundamental do pai, estando casado ou não, na construção da identidade de seus filhos, sejam eles do sexo masculino ou feminino.
Sendo pai de menino, o homem será responsável pela sua identificação sexual e servirá como modelo em seus hábitos e atitudes. O pai para as meninas tem significado crucial , pois mesmo identificando-se com as mães,  elas buscam atingir o amor paterno que lhes possibilitará conhecimentos sobre o sexo oposto. Ele é o primeiro homem na vida da filha, pois é com ele que ela aprende a entender o universo masculino. Hoje, pesquisas indicam que meninas que estiveram fortemente ligadas aos pais na infância demonstram ser mais seguras e ter alta autoestima.
Estudos também indicam que a ausência paterna faz com que os meninos deem valor excessivo ao dinheiro e às conquistas materiais, buscando o sucesso a qualquer preço, conquistando todas as mulheres que forem capazes, descarregando suas  carências nos gestos  violentos e agressivos.
Já nas meninas, a falta do pai faz com que surja um sentimento de culpa e inadequação que gera um baixo autoconceito, podendo dificultar  o entrosamento sexual com o sexo oposto.
Por tudo isso, pode-se concluir que a ausência paterna, tanto para as meninas quanto para os meninos, apresenta perdas fundamentais para o seu desenvolvimento e aprimoramento pessoal.
Pais, seu  maior presente aos filhos é a sua presença. Fonte: RevistaDavila. EMT - Divulgação

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