quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Não subestime as crianças: livros infantis como lugar seguro para abordar temas difíceis

Divulgação

Já falamos aqui no Blog Leiturinha sobre como a literatura é atemporal e não tem uma finalidade específica pois, ao não se prestar a isso, é fiel a si mesma e ao que seu autor ou autora desejou transmitir ao criar a obra. Porém, ao ser escrito, o livro passa a pertencer a quem o lê, fazendo sentido de acordo com o repertório e as experiências de cada um.

Os livros, assim, passam a ser um lugar seguro para conhecer o mundo, transitar por diferentes pontos de vista, experimentar sentimentos e emoções e, por isso, se conhecer melhor! Além disso, a linguagem lúdica contribui para que a mensagem chegue mesmo para as pessoas mais fechadas, pois se comunica por outra via, que não a da razão.

Os livros infantis não fogem a essa regra. Eles são capazes de despertar sentimentos, remeter a situações fictícias e reais e, por isso, são grandes aliados no momento de tratar temas delicados com os pequenos. Em uma enquete no Instagram da Leiturinha, perguntamos aos pais se os livros infantis os ajudavam a abordar temas complexos com seus pequenos. De um total de 397 pessoas que responderam, 93% afirmaram usar a literatura para tratar temas delicados com os filhos. Afinal, por meio dos livros, os pequenos podem experimentar diferentes pontos de vista sobre a mesma questão e, se estão passando por momentos semelhantes, podem perceber que existem outras maneiras de encarar os fatos e outras formas de pensar e agir.

Não podemos subestimar as crianças!
Quando se trata de livros infantis, os mais diversos temas delicados são abordados de forma lúdica, se tornando verdadeiros porta-vozes da realidade para os pequenos. Por isso, livros que não subestimam os pequenos são fundamentais para apresentar fatos, sentimentos e questões importantes, como a vida e a morte, os medos e as angústias, e situações delicadas como bullying e outros tipos de violência, por exemplo.

Além disso, cabe também a nós, adultos,  não subestimar a capacidade dos pequenos de conhecer e encarar a realidade como ela é. Falar sobre algo que a criança já observa, ainda que de forma distanciada, dá a ela a oportunidade de aprender a lidar com o assunto, seja ele qual for. As crianças vivem em um mundo onde há guerras, conflitos, entre tantas outras coisas com as quais nem sempre queremos lidar. Mas, uma vez tratados pela literatura, tais temas são apresentados em um lugar seguro, em que os pequenos poderão levar o tempo necessário para conseguir lidar com o assunto, trilhando, assim, seu caminho para o amadurecimento.

Portanto, que tal apresentar os mais diversos tipos de histórias ao seu pequeno e, quando se deparar com um assunto delicado, observar sua reação e acolher suas dúvidas sobre o livro? Assim, seu pequeno se sentirá valorizado e ouvido, e terá a oportunidade de aprender sobre o mundo ao lado de quem confia e com a voz sensível da literatura!

10 dicas de livros infantis que podem ajudar na educação dos filhos
Questões como medo, dificuldade na alimentação, higiene, saudade, perdas, bullying, desfralde, preconceito e separação dos pais podem ser mais facilmente tratados com a ajuda da literatura, que possibilita a abertura de um diálogo mais acessível com as crianças. Para ajudar mamães, papais e educadores, a Equipe de Curadoria da Leiturinha elencou 10 obras que abordam esses temas e que mostram como a literatura, além de ser fundamental para o desenvolvimento infantil, também pode ser um ótimo instrumento na educação dos pequenos! Continuar lendo. Fonte: https://leiturinha.com.br/

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Cia “A Hora da História” apresenta a coleção Cidade das Letrinhas



Histórias fazem analogia aos conflitos durante a infância e despertam o interesse das crianças
Motivados pelo sentimento de ajudar ao próximo, pais, educadores e psicopedagogos abraçaram a causa da autora e ilustradora da coleção Cidade das Letrinhas, Viviane Zanardo. Juntos formam uma rede de relacionamento para identificar escolas que precisam receber doação de livros para as crianças, durante o processo de alfabetização e socialização.

Livros infantis como Cidade das Letrinhas auxiliam no processo de socialização, contribuindo para que os pequenos se identifiquem com a situação, encontrando meios de lidar com ela, como por exemplo o conflito entre as letras que disputam ser a mais importante para escrever palavras. Conclui a psicóloga e psicopedagoga Andrea De Domenico.

Roberta Sgambatti Simões, mãe de Lorenzo e Luna, avalia que a autora conseguiu absorver a realidade do universo infantil e o traduziu de uma maneira feliz, despertando a atenção dos pequenos leitores. Roberta é Engenheira Civil, pós-graduada em marketing e Cofundadora da Sonheria Colaborativa (@sonheriacolaborativa). Para realizar este sonho, a Roberta compartilha as histórias das letrinhas entre os educadores de escolas da região, tais como: Escola Catavento, Colégio Sagrado Coração de Jesus, Escola Amor Perfeito, Colégio Santa Marcelina, Colégio Batista, Colégio Rainha da Paz, Colégio Notre Dame, Colégio São Luís, entre outros.

“Todo estimulo sempre é válido, principalmente para estas crianças que estão na fase de alfabetização. E as histórias da Cidade das Letrinhas realmente desperta a atenção das crianças”, diz Marina C. Freire Maltez, professora, mãe de Manuela e Marcela, proprietária do Colégio Alfredo Castro e Escola Gato Xadrex.

Em Cidade das Letrinhas 1, as crianças aprendem as palavras, a partir da construção de uma pequena cidade. As vogais vivem num lugar quase deserto e um dia descobrem o sentimento de tristeza por não saberem como povoar a cidade. Então, a letra A adormece e sonha com a solução do problema: escrever e fazer aparecer novos amigos, bichos, frutas, árvores e casas, através das palavras escritas com as iniciais das vogais.

Em Cidade das Letrinhas 2, a letra B convida as vogais para uma viagem à praia, onde lá conhecem novos amigos, entre eles, as consoantes. Assim recomeça a brincadeira de escrever e fazer aparecer lugares diferentes, recheado de novas situações, descobertas e conflitos. A disputa entre as letras faz uma análoga reflexão sobre a importância de respeitar as diferenças entre os colegas.

SOBRE A AUTORA E OS LIVROS
Viviane Zanardo nasceu em Santo André, em 1976. Estudou Comunicação Social, com ênfase em jornalismo e edição eletrônica. Aprendeu técnicas de ilustração e começou a desenhar, depois de descobrir a história das Letrinhas entre as anotações da avó Neyde. A ideia era boa, mas precisava aumentar e adaptá-la para entreter as crianças… então, pesquisou sobre o universo de sua filha Isabella, hoje com 7 anos, e transformou as letras em personagens semelhantes às crianças em suas características. Estudou palavreados, costumes, situações e conflitos vivenciados nas escolas e trouxe estes cenários para dentro das histórias, onde os pequenos leitores se identificam com os personagens em suas descobertas e desafios.
Assim surgiu a coleção Cidade das Letrinhas, um enredo desenvolvido especialmente para apoiar os pequenos leitores, durante o processo de alfabetização e socialização infantil.

Fonte: VIPress Comunicação Integrada – Viviane Zanardo.